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Javier Alfaya, 50 anos, arquiteto, é deputado estadual pela Bahia, eleito com 27.840 votos nas eleições gerais de outubro de 2002. Ex-vereador de Salvador durante 14 anos consecutivos (1988-2002) - o que equivalem a 4 mandatos. Antes de assumir o mandato na Assembléia Legislativa da Bahia, Javier exerceu durante o mês de janeiro de 2003 o mandato de deputado federal, fato incomum na história política do país - num intervalo de 30 dias, Alfaya desligou-se da Câmara Municipal de Salvador, exerceu o mandato federal e no dia 02 de fevereiro tomou posse como deputado estadual.

Na Assembléia Legislativa, é membro da Comissão de Educação, Esportes e Serviço Público; Relações do Trabalho, Emprego e Renda; Desenvolvimento Urbano e Habitação; Comissão de Minas, Energia, Ciência e Tecnologia. Líder do PCdoB na Casa, integra ainda CPI dos Combustíveis e defende a CPI para investigar desvio de verbas da Secretaria de Cultura e Turismo do estado.

De março de 2004 a agosto de 2005, presidiu a Comissão de Trabalho, período em que debateu com os trabalhadores e a sociedade a reforma sindical, a redução da jornada de trabalho, medidas para conter a demissão em massa na Coelba, a presença da Ford na Bahia, o incremento financeiro gerado pelas atividades culturais no estado, o mercado de trabalho da construção civil e o futuro da categoria, a inclusão do Serviço Social na rede estadual de ensino, a expansão da economia solidária no estado e a precarização dos aeroportos da Bahia com a terceirização dos serviços.

Luta por uma Assembléia atuante, independente e produtiva. É de sua autoria projetos de lei que propõe o fim da cobrança ilegal da taxa de esgoto, a reserva de vagas para universidades estaduais, a criação do Dia Estadual de Combate à Intolerância Religiosa, a meia-passagem para estudantes no transporte intermunicipal, a concessão de passe livre no transporte intermunicipal aos portadores de necessidades especiais, a implementação da Política de Economia Solidária, eleições diretas para reitor nas universidades estaduais, o combate ao assédio moral e muitos outros.

Javier foi candidato a vice-prefeito de Salvador em 2004 pela Coligação Salvador pra Toda gente (PT / PV / PCdoB). Ativo participante dos movimentos sociais, é Conselheiro do Grupo Olodum, do Circo Picolino, membro do Conselho Universitário da UFBA e vice-presidente nacional do Centro Brasileiro pela Paz (Cebrapaz).

O começo

Javier Alfaya iniciou sua atividade política em 1975, ao ingressar no curso de Arquitetura da UFBa. Neste mesmo ano, participou da primeira greve geral estudantil após 1968. Em 1977, elege-se presidente do Diretório Acadêmico dos estudantes de Arquitetura e, no ano seguinte, secretário-geral do DCE-UFBa, dando ativa contribuição na reconstrução do movimento estudantil e da UNE.

Em 1979, é eleito presidente do DCE-UFBa, participando com destaque do Congresso de reconstrução da UNE ocorrido em Salvador neste mesmo ano. Secretário de Cultura da UNE em 1980, reedita a revista "Movimento", fechada em 1964 pela ditadura militar. Em 1981, elege-se presidente da UNE para a gestão 81/82, quando é duramente perseguido pela ditadura militar, que tentou expulsá-lo do país. No entanto, a reação dos estudantes e da sociedade manteve Javier no Brasil, conquista assegurada com a campanha Javier é brasileiro.

Como vereador da capital baiana - na disputa pelos quatro mandatos sempre foi um dos mais bem votados da oposição -, conseguiu aprovar importantes leis para a cidade, como a Lei de Combate à Poluição Sonora (Lei 5050/95); a Lei Municipal de Incentivo à Cultura, conhecida como Lei Alfaya (Lei 4280/90 // Lei 5352/98 //Lei 6.800/2005); a que pune as empresas que praticarem racismo (Lei 5119/96); a que instituiu o dia 20 de novembro como Dia Municipal da Consciência Negra (Lei 4562/92); a que ampliou a cota de passes escolares para secundaristas e universitários, valendo para o smart-card hoje (Lei 4776/93), e a que estabelece a obrigatoriedade da colocação da obra de arte em empreendimentos de urbanização e edificação (Lei 4489/92).

Esteve também na linha de frente de significativas lutas em defesa da cidade, como a que evitou a liberação da construção de espigões (grandes prédios) em toda orla geral - Lei da Contrapartida (Lei 4226/1990); contra a taxa do lixo; pelo meio-passe estudantil.

Na Câmara Municipal, presidiu as Comissões de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (por duas vezes) e a de Meio Ambiente e Planejamento.